[EXERCÍCIOS] ARCADISMO
# PARA TREINAR!
1. Sobre as características do Arcadismo, é correto afirmar, exceto:
a) Os poetas
árcades defendiam o bucolismo como estilo de vida no campo, longe dos centros
urbanos. A vida pobre e feliz no ambiente campestre contrasta com a vida
luxuosa e triste na cidade.
b) Apego
excessivo pela forma em detrimento do conteúdo. O Arcadismo defendeu a “arte
pela arte”, um retorno aos ideais literários clássicos.
c) Como
expressão artística da burguesia, o Arcadismo veiculou também certos ideais
políticos e ideológicos dessa classe, formulados pelo Iluminismo.
d) O desejo de
aproveitar o dia e a vida enquanto é possível, também conhecido como carpe diem.
e) A poesia
árcade apresentou um convencionalismo amoroso: não há variações emocionais de
um poema para o outro nem de poeta para poeta, importando mais escrever poemas
como os poetas clássicos escreviam.
2. Leia
os textos abaixo:
Texto 1
Eu quero uma casa
no campo
do tamanho ideal
pau-a-pique e sapê
Onde eu possa
plantar meus amigos
meus discos
meus livros
e nada mais
(Zé Rodrix e
Tavito)
Texto 2
Se o bem desta
choupana pode tanto,
Que chega a ter
mais preço, e mais valia,
Que da cidade o
lisonjeiro encanto;
Aqui descanse a
louca fantasia;
E o que até agora
se tornava em pranto,
Se converta em
afetos de alegria.
(Cláudio Manuel da
Costa)
Embora muito
distantes entre si na linha do tempo, os textos aproximam-se, pois o ideal que
defendem é:
a) o uso da
emoção em detrimento da razão, pois esta retira do homem seus melhores
sentimentos.
b) o desejo de
enriquecer no campo, aproveitando as riquezas naturais.
c) a dedicação
à produção poética junto à natureza, fonte de inspiração dos poetas.
d) o
aproveitamento do dia presente - o carpe diem -, pois o tempo passa rapidamente.
e) o sonho de
uma vida mais simples e natural, distante dos centros urbanos.
3. Leia o poema abaixo:
Ornemos nossas testas com as flores,
E façamos de feno um brando leito;
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
Gozemos do prazer de sãos amores.
Sobre as nossas cabeças,
Sem que o possam deter, o tempo corre;
E para nós o tempo, que se passa,
Também, Marília, morre.
(Tomás
Antônio Gonzaga, Marília de
Dirceu, Lira XIV)
Todas as alternativas a
seguir apresentam características do Arcadismo presentes na estrofe anterior, exceto:
a) ideal de áurea mediania, que leva o poeta a exaltar o cotidiano
prosaico da classe média.
b) tema do carpe diem, uma proposta para se aproveitar o momento
presente.
c) ideal de uma existência tranquila, sem extremos, espelhada na
pureza e amenidade da Natureza.
d) fugacidade do tempo, fatalidade do destino, necessidade de
viver a vida com sabedoria.
e) convite amoroso e presença de figura feminina convencional, a
musa Marília.
Poema de Cláudio
Manuel da Costa para as questões de 4 a 7.
Destes
penhascos fez a natureza
O berço,
em que nasci! oh quem cuidara,
Que entre
penhas* tão duras se criara
Uma alma
terna, um peito sem dureza!
Amor, que
vence os tigres, por empresa
Tomou
logo render-me; ele declara
Contra o
meu coração guerra tão rara,
Que não
me foi bastante a fortaleza.
Por mais
que eu mesmo conhecesse o dano,
A que
dava ocasião minha brandura,
Nunca
pude fugir ao cego engano:
Vós, que
ostentais a condição mais dura,
Temei,
penhas*, temei; que Amor tirano,
Onde há
mais resistência, mais se apura.
*penhas: cenário rochoso; montanhas.
4. Na
segunda estrofe, há a personificação do Amor. De que maneira isso ocorre?
5. Qual tipo
de amor é apresentado nesse poema?
6. No
soneto, o poeta evidencia uma característica de sua obra: a incorporação de
elementos da paisagem local no cenário árcade. Qual elemento local está
presente no texto?
7. Que
relação o eu lírico estabelece entre o cenário e ele mesmo?


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